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Orquestra de jovens da Bahia faz 1ª turnê
11/08/2009 21:18:47
Grupo de crianças e adolescentes formados pelo projeto Neojibá vai fazer concertos em sete capitais nordestinas entre 3 e 14 de agosto
LUIZ FUJITA JR
da PrimaPagina
Uma orquestra de jovens de Salvador, que inclui adolescentes de bairros de baixa renda, começou nesta semana sua primeira turnê desde que foi criada, há dois anos. A Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho vai passar por sete capitais do Nordeste, numa viagem que começou na segunda-feira, vai até 14 de agosto e inclui a execução de peças de Brahms, Wagner, Alberto Ginastera, Tchaikovsky, Bizet e Arturo Marquez.
As apresentações acontecem em Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e terminam com um concerto em Salvador, no Teatro Castro Alves, onde a orquestra ensaia. A regência é do maestro e pianista Ricardo Castro, reconhecido internacionalmente e no comando da orquestra desde a inauguração.
Ao todo, 87 músicos vão participar da turnê. “Muitos sequer saíram de Salvador. Alguns foram para São Paulo, mas turnê desse tipo é inédita”, conta Gustavo Libório, diretor-executivo do Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojibá), projeto do governo da Bahia que tem apoio do PNUD e deu origem ao grupo. A maior parte dos instrumentistas está no projeto desde o início e tem experiência em concertos ao público, mas alguns vão enfrentar plateia pela primeira vez. Em contrapartida, três instrumentistas que estão desde a fundação não vão participar porque estão apresentando-se nos EUA e Canadá em turnê com a Youth Orchestra of the Americas, projeto que seleciona anualmente 75 jovens de 25 países das Américas para ter ensaios e concertos com músicos de renome mundial.
Inspirado na Fundación del Estado para el Sistema Nacional de las Orquestras Juveniles e Infantiles, da Venezuela, o projeto Neojibá busca, além de formar músicos e fabricantes de instrumentos, integrar socialmente os jovens e desenvolver sua autoestima.
A turnê segue esse espírito: a orquestra tenta estimular projetos similares nos locais, segundo Libório. A ideia é também capacitar monitores e gestores capazes de formar outros núcleos por todo o Estado da Bahia, e quem sabe pelo Brasil afora.
Fonte: http://www.pnud.org.br |