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NEOJIBA recebe irmãs Labèque pela primeira vez em Salvador e será homenageado com a Medalha Villa-Lobos

  • 06 nov, 2026

Pela primeira vez em Salvador, as aclamadas pianistas Katia e Marielle Labèque se apresentam no dia 19 de novembro, às 20h, no Teatro Castro Alves, ao lado da Orquestra NEOJIBA, sob a regência de Eduardo Salazar. Consideradas uma das mais importantes duplas de piano da cena internacional, as irmãs francesas chegam à Bahia em uma passagem especial pelo Brasil, que inclui, além de Salvador, apresentações em São Paulo, na Cultura Artística, e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A estreia das irmãs Labèque na capital baiana representa também um novo capítulo de uma parceria de longa data com o NEOJIBA. O primeiro encontro aconteceu em 2012, quando a Orquestra NEOJIBA tocou com Katia e Marielle Labèque na inauguração do Teatro L’Occitane, em Trancoso, no sul da Bahia. Mais recentemente, em 2025, as pianistas voltaram a dividir o palco com a Orquestra no concerto de encerramento da nona turnê internacional do Programa, na Philharmonie de Paris. Agora, depois de Trancoso e Paris, a parceria chega pela primeira vez a Salvador.

No Teatro Castro Alves, Katia e Marielle Labèque serão solistas do Concerto para dois pianos e orquestra em ré menor, FP 61, de Francis Poulenc. Composta em 1932, a obra coloca os dois pianos em diálogo com a orquestra e ganha, na interpretação das irmãs Labèque, a sintonia, a precisão e a energia que marcam suas trajetórias internacionais.

A noite terá ainda outro momento histórico: a entrega da Medalha Villa-Lobos 2026 ao NEOJIBA pela Academia Brasileira de Música (ABM). Pela primeira vez, a tradicional honraria será concedida na categoria Institucional, criada para reconhecer instituições brasileiras de atuação relevante no setor musical.

Programa reúne Villa-Lobos e Shostakovich em obras marcadas pela expressividade e intensidade

Após o concerto de Poulenc, a Orquestra NEOJIBA apresenta a Ária (Cantiga), das Bachianas Brasileiras nº 4, de Heitor Villa-Lobos, e a Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47, de Dmitri Shostakovich.

Na obra de Villa-Lobos, a influência da música de Johann Sebastian Bach se encontra com elementos da tradição musical brasileira, em uma melodia lírica e expressiva. Já a Sinfonia nº 5, composta por Shostakovich em 1937, é uma das obras mais conhecidas do compositor russo, marcada por fortes contrastes, momentos de grande tensão dramática e um final de caráter grandioso.

Medalha Villa-Lobos

Criada pela Academia Brasileira de Música, a Medalha Villa-Lobos é tradicionalmente concedida a personalidades de destaque nas áreas de composição, interpretação, musicologia e educação musical. Em 2026, a honraria passa a contemplar também instituições brasileiras com atuação relevante no setor musical.

O NEOJIBA foi escolhido pela Academia Brasileira de Música para ser o primeiro homenageado na categoria Institucional. A escolha ocorreu por meio de processo eleitoral da ABM e reconhece a atuação do Programa na promoção, valorização e difusão da música brasileira por meio de ações artísticas, culturais, educacionais e de desenvolvimento social.

A entrega da Medalha Villa-Lobos acontecerá no palco do Teatro Castro Alves, durante o concerto de 19 de novembro, reunindo, em uma mesma noite, dois acontecimentos inéditos: a primeira apresentação de Katia e Marielle Labèque em Salvador e o reconhecimento do NEOJIBA como a primeira instituição a receber a honraria da Academia Brasileira de Música.

Sobre Katia e Marielle Labèque

Conhecidas pela sintonia e pela energia de suas interpretações, as irmãs francesas já se apresentaram com algumas das principais orquestras do mundo, entre elas as Filarmônicas de Berlim e Viena, a London Symphony Orchestra, a London Philharmonic Orchestra, a Los Angeles Philharmonic e a Royal Concertgebouw Orchestra.

Ao longo da carreira, colaboraram com maestros como Gustavo Dudamel, Zubin Mehta, Seiji Ozawa, Simon Rattle e Esa-Pekka Salonen, além de compositores como Philip Glass, Luciano Berio, Pierre Boulez e György Ligeti.

Sobre Eduardo Salazar

O maestro e violinista Eduardo Salazar foi revelado pelo aclamado El Sistema, modelo de educação musical venezuelano criado em 1975. Desde 2011, desenvolve trabalhos com a Orquestra Juvenil da Bahia e com a Orquestra Castro Alves.

Salazar já regeu no Southbank Centre, em Londres, no Zellerbach Hall, em Berkeley, e no Carnegie Hall, em Nova Iorque, à frente da Orquestra Simón Bolívar, da qual foi regente. Sua formação musical contou com a orientação do maestro José Antonio Abreu, fundador do El Sistema.

Atualmente, Salazar é regente da Orquestra Castro Alves e violinista da Orquestra Sinfônica da Bahia.

Sobre a Orquestra NEOJIBA

Principal formação orquestral do NEOJIBA, a Orquestra NEOJIBA é composta por jovens músicos e tem na formação artística de excelência um dos pilares de sua atuação. Ao longo de sua trajetória, apresentou-se em importantes salas de concerto no Brasil e no exterior.

Em 2025, realizou sua nona turnê internacional, pela Europa. Em 2026, levou a música brasileira à Alemanha e à China em sua décima turnê internacional.

SERVIÇO

Concerto da Orquestra NEOJIBA com Katia e Marielle Labèque e entrega da Medalha Villa-Lobos 2026

Data: 19 de novembro de 2026

Horário: 20h

Local: Teatro Castro Alves

Regência: Eduardo Salazar

Solistas: Katia e Marielle Labèque, pianos

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Vendas: Sympla

PROGRAMA

ORQUESTRA NEOJIBA

Eduardo Salazar, regente

Francis POULENC (1899–1963)

Concerto para dois pianos e orquestra em ré menor, FP 61

I. Allegro ma non troppo (ca. 8’30”)

II. Larghetto (ca. 5’30”)

III. Allegro molto (ca. 6’00”)

Duração aproximada: 20 minutos

Solistas: Katia e Marielle Labèque, pianos

SOLENIDADE DE ENTREGA DA MEDALHA VILLA-LOBOS

Concedida ao NEOJIBA pela Academia Brasileira de Música

Heitor VILLA-LOBOS (1887–1959)

Ária (Cantiga)

(das Bachianas Brasileiras nº 4)

Duração aproximada: 5 minutos e 30 segundos

INTERVALO

Dmitri SHOSTAKOVICH (1906–1975)

Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47

I. Moderato (ca. 16’)

II. Allegretto (ca. 5’)

III. Largo (ca. 15’)

IV. Allegro non troppo (ca. 11’)

Duração aproximada: 47 minutos


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